Pátria amada

Nossa pátria está passando por uma situação muito rara.

O principal assunto atualmente é a grande pandemia mundial causada pela eclosão do Covid-19.

Não é a primeira vez que a humanidade enfrenta uma pandemia.

O que nos faz refletir hoje não é a pandemia em si, mas a maneira como a nossa sociedade, nos seus vários segmentos, está agindo na busca da solução.

Acredito que o entendimento sobre o que é o virus muito facilitaria a abordagem do drama que ora vivemos. Nem todos compreendem claramente a natureza e as características peculiares do virus. É fundamental compreender que o virus somente propaga-se e reproduz-se no interior de uma célula hospedeira. No caso do Covid-19, informa-se nos meios de comunicação, que a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas.

Trata-se de enfrentar uma pandemia que vitimou a população em todo o globo terrestre. Uma pandemia dessa magnitude só pode ser vencida por um grande movimento coordenado no mais alto nível do governo federal, com perfeita sincronia dos governos estaduais, e coordenação dos governos locais, e grande colaboração da população.

É uma situação de muita tensão, por envolver problemas de diversas naturezas, origens e graus de complexidade, sem falar da necessidade de grande senso de urgência e precisão nos sistemas de informação gerencial e estratégica, e muito acerto no sistema decisório, seja no nível estratégico como na área tática-operacional.

Ao principal problema, de saúde pública, somam-se aspectos financeiros e orçamentários, jurídicos, legais, mas sobretudo de grande extensão social, atingindo uma população super desigual em relação à renda, educação, assistência médica e social, e cultural.

Acrescente-se aí o fator político que, infelizmente, permeia as decisões a ações em todo este universo e, mais grave ainda, superpõe-se a tudo, usurpando o foco principal, dos problemas e de suas soluções, deixando em plano secundário o mais importante, o cuidado com o cidadão, principalmente aqueles mais desfavorecidos e desassistidos. Nesta categoria estão os socialmente marginalizados, os desempregados.

Não bastassem a marginalização, o drama causado pela situação de desemprego, a pandemia agrava ainda mais a situação do subgrupo dos mais idosos desta categoria, por sua maior vulnerabilidade e suscetibilidade de infecção, sem falar de sua maior exposição aos riscos de infecção, nas situações em que necessitam locomover-se por motivo de trabalho.

Como se pode perceber, vivemos uma pandemia em que, dependendo do extrato social em que estivermos situados, o impacto da situação de pandemia afeta-nos de maneira diferente, com maiores dificuldades e sofrimentos para aqueles menos favorecidos em nossa sociedade.

Por isso, é de se esperar que o governo central esteja atuando de maneira muito eficaz, com um bem elaborado plano de ação, com muito cuidado aos detalhes, de forma coordenada entre os diversos ministérios que compõe o governo central, com alto grau de entendimento e harmonia entre os mesmos, e milimétrica sincronia na ação dos governos estaduais e municipais.

Estamos falando de uma plano que contemple soluções sob medida para as distintas necessidades, demandas, carências, expectativas, dos diferentes segmentos sociais, dos diferentes grupos de atenção, dos diferentes grupos de risco, com medidas calibradas na medida da necessidade de cada um desses grupos, e na sequência lógica e cronológica ajustadas para o grau de prioridade de cada um.

Também é de se esperar que o foco da atenção do governo em todos os níveis, esteja localizado nesse plano de ação, como prioridade máxima, com a consciência de que estamos vivendo uma situação literalmente de vida ou de morte. Restrições de ordem orçamentária, de conveniências e interesses políticos e eleitorais e da própria ordem legal, passam para plano secundário, pelo menos a curto prazo e durante o combate à epidemia, em benefício da sobrevivência e da segurança da população.

Publicado por Equipe do Blog "Cidadão Ético"

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